quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Segurança.

Apesar dela não acreditar nisso, sempre lhe disseram que era bonita, inteligente e engraçada. Ouviu também que tem um jeito diferente, um bom coração e é criativa. Mas nada disso importa, ela não consegue acreditar em si mesma. Ela não confia na sua capacidade, e isso faz com que ela abdique de suas vontades. Talvez tenha medo da rejeição, tenha medo de ter que sorrir e fingir que tudo está bem, quando o que mais queria era chorar. Infantilidade? Pode ser. Porém, ela quer prometer pra ela mesma que de agora em diante vai ser diferente, que as coisas irão mudar, e que ela vai acreditar mais em si. E agora, será de uma vez por todas, e não como uma promessa de ano novo, que sempre é quebrada. Ela não quer mudar, quer apenas lapidar e mostrar pro mundo o quão boa pode ser, porque aprendeu que para os outros se encantarem por ela, precisa saber quem realmente é.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Aparências

As aparências enganam. E isso é simplesmente verdade. Definitivamente o que você parece ser, não é o que você é de fato! Não é porque uma pessoa use piercing no nariz, e tenha uma mecha de cabelo rosa pink, ela seja uma pessoa má ou revoltada. Pode apenas querer mostrar seu estilo. Um cara legal, simpático, mas tímido, usa camiseta de banda e pode assustar muita gente, porém tem um coração enorme. E aquele cara, com cara de quietinho, santinho, vai ser quem vai aprontar para você, quando você menos espera. Pré-julgar alguém pela sua fisionomia ou estilo é o maior pecado da maioria das pessoas. Partimos para um contato já com "um pé atrás", e talvez deixamos de perceber que a pessoa que mais pode nos ajudar, talvez seja aquela mal-encarada. A turma dos esquisitos são sempre de onde saem as pessoas mais inteligentes e interessantes de um grande grupo. Se enxergarmos sempre o exterior, que pode vir com tatuagens, roupas pretas, e um semblante não muito amigável, podemos perder a oportunidade de conhecermos um interior repleto de simpatia, inteligência, felicidade, e até inocência!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Escolha

Make your choice. Faça sua escolha. Talvez a frase mais difícil para ser seguida. Escolher algo acarreta em abrir mão de outra coisa, talvez alguma que você julgue muito importante. Para muitas pessoas, não precisar escolher nada pode, simplismente, ser a facilidade para a vida delas. Mas não fazer escolhas ousadas talvez deixe sua vida monótona. Largar emprego, faculdade e família para viajar para outro país? Parece loucura, mas pode decidir um futuro profissional e pessoal de alguém. Quando se sonha em ser um grande profissional, ir na faculdade e pedir para tranca-lá dói muito. Porém, isso pode ser para o bem. Acho que as melhores escolhas podem acontecer quando são feitas de cabeça quente, sem pensarmos muito, porque se formos pesar tudo que podemos perder, não faremos nada na nossa vida. Pensar menos, agir mais, seguir meus impulsos, talvez seja tudo que eu precise, e isso que comecei a fazer.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ele

Percorre os olhos pelo MSN. Não, ele não está. Uma tremenda frustração com um misto de alívio. Puxar assunto e dizer o quê? Que o sorriso dele invade teu coração de tranqüilidade ou que ele tem os olhos castanhos mais lindos que já viu? Pode dizer a ele que adora a segurança que ele traz e que perto dele, se sente a vontade de ser uma menininha quando estão sozinhos? Melhor não. Prefere guardar esse sentimento só para si, com a tentativa de negá-lo. Acorde, ele não quer saber desta menininha que fica envergonhada na sua frente e que às vezes engasga, querendo impressioná-lo. Talvez ele esteja só querendo ser legal. Apenas isso, e faz isso com todas as meninas, que assim como você, estremecem perto dele. Ou não. Ele pode só estar fingindo, talvez se encante com seu jeito e com seus assuntos, talvez sua beleza excêntrica chame a sua atenção. E isso importa? Esses sentimentos de incerteza e de insegurança estão a fazendo bem. Quem disse que uma paixão platônica não faça bem de vez em quando? O principal é que toda noite, aquela menina durona, que finge ser tudo, e que do lado dele, não precisa ser nada, pode deitar a cabeça no travesseiro e ter com quem sonhar.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Flexibilidade.

Não. Nunca. Jamais. Cada vez mais essas palavras acabaram fazendo parte do meu cotidiano. Sempre fazer as mesmas coisas, não aceitar intervenções de fora. Isso limita muito nossa visão de mundo, pois crescemos com ajuda e também, por que não, "esporro" de muitas pessoas que nos cercam.Mas isso dói. Aceitar ajuda dói, ver nossos defeitos expostos dói. Queria fazer um trato comigo mesma: ser adepta à flexibilidade! Aprender a ser flexível com tudo, não sair brigando, julgando e PRÉ julgando as coisas e as pessoas. E principalmente, me permitir mais. Preciso aprender a ser flexível com meus desejos e anseios, não me privar das coisas com medo do julgamento posterior. Se cada pessoa fosse flexível consigo mesma e com os outros, muitas brigas e implicâncias seriam evitadas. Queria aprender a ser ousada e flexível com tudo e com todos, acredito que tudo andaria um pouco melhor. Talvez, tudo que eu precise fazer daqui para frente, é ser mais flexível comigo mesma e, simplismente, me permitir!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Solidão.

Sábado, 9 horas da noite, sozinha em casa. Talvez não seja tão ruim assim, pode ter seu lado bom. Talvez sirva para eu perceber que não estou me sentindo tão mal, por incrível que pareça. Acho que aprendi a ficar comigo mesma. É bom saber que não estou necessitando de ninguém nesse exato momento, estou conseguindo ser suficiente para mim mesma. Não sei o motivo pelo qual as pessoas entram em crises sozinhas, não existe companhia melhor. Eu estou no meu mundinho paralelo, imersa aos meus pensamentos. Talvez fazendo planos, talvez só pensando no agora, ou não pensando em nada. Indiferente, nada que eu possa pensar vai fazer quebrar esse momento comigo. Todos deveríamos ter isso. Antes de nos relacionarmos com as pessoas, temos que estar numa boa relação conosco. Melhor estar sozinho e se sentir completo, a estar em meio a muitas pessoas e se sentir vazio.