Descartei o amor, como se descarta uma roupa velha que colocamos no
saco de doações. Simples assim. Não servia mais para mim,
para alguém vai servir. E fui em buscas de roupas novas.
Encontrei algumas pelo caminho.
Com particularidades e transtornos. E descartei, uma a uma. Salvou-se uma exceção, talvez a que
deveria ter sido descartado primeiro.
Mas eu, que sempre fui tão racional, perdi para a emoção. Sabe aquela calça jeans que não serve quando vamos comprar, mas nos enganamos com a falsa
ilusão de que logo iremos emagrecer e entraremos nela? Ela fica ali, no fundo
do armário, de vez em quando, resolvemos arrumar a pilha e ficamos olhando, tentamos colocar de novo, e continua não
servindo.
Existem dois fins para esta calça: resolvo mudar meus hábitos e emagrecer ou doá-la para alguém necessitado. Doar é mais rápido, mais fácil, mais certo e
sei que fará mais alguém feliz. Porém, por não ser tão altruísta, prefiro
tentar emagrecer, mesmo sabendo que posso sofrer muito para alcançar meu
objetivo. Os dois fins são plausíveis e eu estou ciente de que para que essa
calça tenha algum deles, só depende de mim. O
que não dá mais é para ela ficar ali no armário, ocupando espaço e roubando
lugar de uma que pode servir bem. Ou a gente se acerta, ou ela será descartada. E isso só depende de mim.
Um comentário:
Adorei essa analogia com calça jeans!! Divertido! (juro que esqueci do interfone, mas enfim..)Acho que tu fez a escolha certa ao optar por jornalismo, e saiba que te dou a maior força, esse curso é muito tu! Sei que para isso, irás me abandonar na Unisinos, mas juro que te perdoo se quando tu for colunista da zero hora, nossa amizade ganhar uma crônica ou algo do gênero! heuehuehue, brincadeira! Sucesso! Estarei sempre contigo, não importa como! Beijão, Gabi!
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